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Archive for the ‘desabafo’ Category

doses da vida 2

Por favor, saia da minha vida. Eu não te dou mais o direito de estar nela, de ocupar o meu coração. De querer arrumar a alma, a minha aura, a minha sala. Levante-se desse lugar privilegiado, dessa visão gostosa de viver, e , por favor, saia daqui. Eu não te quero mais, não quero você por perto, por longe, por nada. Eu não quero saber de você, da sua vida, dos seus sonhos, de querer viver…

Agora, sério! Tira logo as suas coisas daqui. Pode levar com você as preocupações, as desilusões e a paixão. Leve tudo o que quiser, mas deixe o meu coração. Ah, minha alma também… É sério, deixe o meu coração aqui. Pode largar na porta, não tem problema… Agora, vai!

Eu sei que você está aqui porque eu quis. Permiti você entrar, ocupar o seu lugar nobre, porém, você não é digno dele. Não vi que você continuava sendo da rua, da boêmia, na vida fácil e sem graça. Sem rumo, sem futuro, sem mim.

Vai lá, e boa viagem. Quando quiser voltar, toca a campainha. Toca até queimar. Eu não vou atender.

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doses da vida 1

Engraçada uma coisa que acontece comigo: sinto necessidade de escrever quando estou triste. É um desabafo pessoal, algo que não sei se alguém além de mim irá ler. Não escrevo para ser lido, apesar de escrever para você. Apesar de querer te falar o que está aqui, preso dentro de mim, lá no coração.

O que está acontecendo agora é que eu achei que tinha superado a fase “você”. Tá com aspas pela simples razão de que acredito que vai passar. Se não é para a vida inteira, é uma fase, e eu, hoje, quero alguém para a vida inteira, mesmo que não dure toda a minha vida. O que vivemos (até hoje)  é uma fase, mas lembranças serão eternas na vida. O que passamos viverá para sempre na minha memória, fazendo parte da minha história e da minha vida. Eu sou quem sou hoje por ter passado por muita coisa desde quando você invadiu a minha vida.

Sim, você invadiu a minha vida. Entrou pela porta da frente, sem um convite, tomando conta da sala e mudando a mobília que existia no meu coração. Porta-retratos, cartas, livros, vestígios de um amor passado sumiram. Desapareceram. E isso aconteceu depois de você tomar conta do que eu sinto, depois de você habitar meus sonhos, até aqueles em que estou acordada. Tudo aconteceu logo depois da primeira vez que ouvi o “- Alô” no telefone. Você entrou como um furacão. E saiu pela porta como uma ventania, mexendo em tudo, mas não levando nada.

Não levou as fotos, que continuam me atingindo, me incomodando, me doendo e me fazendo lembrar os momentos cheios de amor, cumplicidade e admiração. Não levou os livros, e ainda leio suas palavras neles. Não levou o cheiro, que continuo sentindo em cada pessoa que conheço querendo que seja você. Não levou o carinho, o tesão, o amor e a paixão. E ainda deixou a saudade aqui comigo.

A minha vida andou depois que fugi da sua companhia. Queria você por inteiro, cansei de me contentar com uma parte e querer me convencer que era melhor um pouco do que nada. Resolvi que queria algo quente,  algo por inteiro, alguém que seja só para mim. Acreditei que fugi e enterrei tudo o que mexia comigo em relação a sua presença, moreno. Mas me enganei, e, quando você acha que já passou, já superou, vem a vida e traz tudo de volta. É como uma avalanche, entende? Vem com força, tirando tudo da frente e destruindo tudo o que estava em pé. E ainda é triste.

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