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A menina e o menino

Deixa eu te contar uma linda história de uma menina e um menino. Foi assim: eles se conheceram e já sentiram algo mais. Foi como paixão no primeiro sorriso, mas ela morava em um reino e ele em outro castelo. As poucas horas que passaram longe após terem se visto aquela primeira vez foram de curiosidade, de conhecer o outro por meio do estranho aparelho que traz a voz (e a imagem) da pessoa para perto!
Começaram o namoro (ou a menina achou que começou) antes do primeiro beijo… Se apaixonaram antes dele rir dela assoprando uma colher e cantando parabéns, jurando que não havia mais ninguém em volta além deles dois.
Mas, assim como em Romeu e Julieta, mantiveram parte do romance em segredo, distante de olhares curiosos e opiniões maldosas. Também acreditaram que seriam felizes para sempre, que viveriam juntos por saber que o melhor é ter o outro perto…
Acreditavam (olha só!) na imensa bobagem que é achar que o outro te traz paz, te traz o melhor de você.
Mas, como eram de reinos diferentes, estavam sempre longe. Fisicamente, claro. Eram fotos, mensagens, telefonemas, horas e horas de sorrisos, alegrias e saudade. A cada partida no pássaro de aço para vê-lo, ela tinha certeza que uma parte ficava mais forte. Mais sólida. Mais feliz. A cada volta, era uma parte sólida que ficava, uma (ou algumas) lágrimas na terra da garoa.
E então, aquele menino, diferente do que ela tinha percebido, precisava de asas livres. O que ele fazia era buscar construir suas asas cada vez maiores para voar. O menino quer voar, sozinho! Ele sabe que, na sua vida, precisa de asas, sem penas, para decolar cada vez mais… E ela, a menina, não tem asas. Não se preparou para voar e conseguir acompanhar aquele menino pelo qual ela se apaixonou e trouxe a felicidade para ela…
O segredo, dos dois, estava mais difícil para manter… A saudade atrapalhava e trazia a vontade de falar mais, de ter mais, de querer mais.
A menina não soube compreender o menino que precisa voar. A menina quer ajudar o menino a voar, mas ao invés de impulsionar, ela o empurra. Para longe, toda vez que quer visitar seu reino e atrapalhar as suas asas… Para longe, todas as vezes (como essa menina é insistente!) que ela quer a atenção dele (e olha que ela explicou que fica feliz com mensagens bobas durante o dia, como todas as vezes que ele visse algo que o lembrasse dela).
A menina, ou eu, ama esse menino, ou você. Mas essa menina, ou eu, não quer mais o menino, ou você, tão longe dela. Ela acha que longe não são os 500km. Longe é não poder participar da vida do outro, não saber como foi o dia, não ter dito “boa noite” antes de dormir… Lembro também que ela me contou (ou eu me lembro) que o que ela mais ama hoje, na vida, é ver ao vivo o sorriso do menino (você!) e tentar explicar o tamanho da saudade que sente por alguém que ela chama de Vida.
Agora, menino, pegue as suas asas e voe bem alto! Cresça nesse céu azul e deixe a menina orgulhosa de ver o que ela já sabe… Você consegue!
Ela, no reino tão tão tão distante, vai torcer todos os dias por você, no castelo da Garoa. Ela vai olhar e cuidar das suas asas como se aquelas asas pudessem fazê-la voar para perto de você. A menina te ama, menino! Não é por não te amar que ela que você voe alto. É por te amar tanto que essa menina solta toda a corda de expectativas e vontades para que o menino, agora livre, alcance vôos ainda mais altos.

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doses da vida 5

Um dia, depois de o amor acabar mas a esperança não morrer, tentei explicar a ele o que tinha acontecido comigo. A razão de tudo ter mudado em volta, mas pouca coisa dentro de mim.

Comecei explicando que tinha me apaixonado por ele desde o primeiro “oi”. Que, na época, acho que ele queria algo mais sério, mas eu não estava preparada. Terminamos e eu sofri. E muito.

Sonhava com ele e o queria ao meu lado todos os dias. Fiz inúmeras besteiras e magoei gente importante em atitudes inconsequentes, tentando achar uma maneira de acabar com aquilo tudo dentro de mim. Voltava para casa vazia e sozinha. Era a minha pessoa com a lembrança e o cheiro dele, todo dia.

Disse que, logo depois, quando ele casou, minha dor aumentou. Achei que era o fim, mesmo escrevendo para ele que “você vai acabar voltando para mim. A nossa vida é assim, somos um do outro, para sempre”. (Sim, achei isso lendo e-mails antigos). Drama puro, cheio de dor, de vontade de que tudo voltasse ao estágio inicial. Mas, sabe o que aconteceu? Ele se separou.

Expliquei que esperava ele ali comigo. Claro, ele não voltou para mim. Ficou, dormiu, me acariciou e sumiu. Disse que via que ele queria a rua, nua e crua. E eu queria ele, nu e cru. Vi que eu vivia uma marchinha de carnaval, que cantamos repetindo e sabendo o final.  Me enganava e encantava com a animação dele ali, em comemorar a vida. Mas, como todo carnaval tem seu fim, a repetição de tudo cansou e resolvi acabar com o sofrimento.

Contei que me livrei de peso, de sentimentos e de pré-julgamentos. Pedi para o ano novo me trazer coisas novas e boas. Decidi ser uma pessoa melhor para mim, por mim e ser minha melhor cia. Ouvi, muitas vezes, que quando estamos bem conosco, as coisas acontecem e fluem melhor. E foi isso que aconteceu. Tudo foi mudando em volta, tudo foi melhorando, a grama do meu jardim estava mais verde.

E ai, nesse momento, ele voltou para a minha vida. Com todos os sonhos que tive, com tudo que sempre pensei que só teria e daria certo com ele, quis de novo. Queria ele na minha vida com toda a força que a presença dele me traz, entrando pelos sete buracos… Mas, como nada é simples desde o início, fui acusada de não ser cúmplice. Resolvi explicar que não era isso, que estava ali, no canto, durante anos esperando ele. Que estava pronta. Que tudo em volta era decoração, não fazia parte da mobília. Não era do meu lar, do lar dele no meu coração.

Disse X. Ele entendeu YZ. E brigamos. Feio. Muito. Não queria brigar. Só queria amar. De novo.

doses da vida 4

Dor.
Dor.
Dor.
Depois da dor vem a calmaria. Esperando pelo momento para declarar que a calmaria chegou.
Decidi que seria na primavera, enquanto existem flores, dores e amores vivendo no mundo cinza.

doses da vida 3

eu tentei procurar algo para te escrever… algo que pudesse te confortar, te mostrar que os finais são tristes e que todos temos problemas, a diferença é como agimos quando nos deparamos com eles.
não achei nada. não há nada que eu li que dissesse o que eu preciso que você saiba.
eu te apoio. eu to do seu lado, independente de saber se você está certo ou errado. eu te quero bem e quero que você esteja bem, tanto com você quanto com as demais pessoas.
preciso que você saiba que você não está sozinho, não está só no mundo. desde do dia que entrei na sala do seu apartamento (sim, para mim você não mudou), entrei na sua vida. então, por mais que você não queira, eu to do seu lado.
sinta isso como uma abraço, um chamego, um carinho.
eu te quero… bem!

(texto em minúsculo. entenda como um sussuro, um suspiro…)

doses da vida 2

Por favor, saia da minha vida. Eu não te dou mais o direito de estar nela, de ocupar o meu coração. De querer arrumar a alma, a minha aura, a minha sala. Levante-se desse lugar privilegiado, dessa visão gostosa de viver, e , por favor, saia daqui. Eu não te quero mais, não quero você por perto, por longe, por nada. Eu não quero saber de você, da sua vida, dos seus sonhos, de querer viver…

Agora, sério! Tira logo as suas coisas daqui. Pode levar com você as preocupações, as desilusões e a paixão. Leve tudo o que quiser, mas deixe o meu coração. Ah, minha alma também… É sério, deixe o meu coração aqui. Pode largar na porta, não tem problema… Agora, vai!

Eu sei que você está aqui porque eu quis. Permiti você entrar, ocupar o seu lugar nobre, porém, você não é digno dele. Não vi que você continuava sendo da rua, da boêmia, na vida fácil e sem graça. Sem rumo, sem futuro, sem mim.

Vai lá, e boa viagem. Quando quiser voltar, toca a campainha. Toca até queimar. Eu não vou atender.

doses da vida 1

Engraçada uma coisa que acontece comigo: sinto necessidade de escrever quando estou triste. É um desabafo pessoal, algo que não sei se alguém além de mim irá ler. Não escrevo para ser lido, apesar de escrever para você. Apesar de querer te falar o que está aqui, preso dentro de mim, lá no coração.

O que está acontecendo agora é que eu achei que tinha superado a fase “você”. Tá com aspas pela simples razão de que acredito que vai passar. Se não é para a vida inteira, é uma fase, e eu, hoje, quero alguém para a vida inteira, mesmo que não dure toda a minha vida. O que vivemos (até hoje)  é uma fase, mas lembranças serão eternas na vida. O que passamos viverá para sempre na minha memória, fazendo parte da minha história e da minha vida. Eu sou quem sou hoje por ter passado por muita coisa desde quando você invadiu a minha vida.

Sim, você invadiu a minha vida. Entrou pela porta da frente, sem um convite, tomando conta da sala e mudando a mobília que existia no meu coração. Porta-retratos, cartas, livros, vestígios de um amor passado sumiram. Desapareceram. E isso aconteceu depois de você tomar conta do que eu sinto, depois de você habitar meus sonhos, até aqueles em que estou acordada. Tudo aconteceu logo depois da primeira vez que ouvi o “- Alô” no telefone. Você entrou como um furacão. E saiu pela porta como uma ventania, mexendo em tudo, mas não levando nada.

Não levou as fotos, que continuam me atingindo, me incomodando, me doendo e me fazendo lembrar os momentos cheios de amor, cumplicidade e admiração. Não levou os livros, e ainda leio suas palavras neles. Não levou o cheiro, que continuo sentindo em cada pessoa que conheço querendo que seja você. Não levou o carinho, o tesão, o amor e a paixão. E ainda deixou a saudade aqui comigo.

A minha vida andou depois que fugi da sua companhia. Queria você por inteiro, cansei de me contentar com uma parte e querer me convencer que era melhor um pouco do que nada. Resolvi que queria algo quente,  algo por inteiro, alguém que seja só para mim. Acreditei que fugi e enterrei tudo o que mexia comigo em relação a sua presença, moreno. Mas me enganei, e, quando você acha que já passou, já superou, vem a vida e traz tudo de volta. É como uma avalanche, entende? Vem com força, tirando tudo da frente e destruindo tudo o que estava em pé. E ainda é triste.

agonia

sabe aqueles dias em que você está com friozinho na barriga, ansiosa? Mas não é aquele ansiedade boa, é aquela como se vc estivesse prevendo que algo ruim pode acontecer?

Sensação horrível, eu sei…

Você sabe que algo irá acontecer e não sabe o que é, não consegue entender muito bem porque daquela sensação. Dizem que é sexto sentindo, e eu, sinceramente, não sei.

só sei que não gosto nem um pouco desta sensação. Não gosto mesmo.